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o novo mercado de trabalho

Estamos ensaiando os primeiro passos do século XXI e muitas transformações já ocorreram, estão ocorrendo ou estão por vir.

Dentre as mudanças mais significativas, que estamos testemunhando, podemos destacar as modificações no mercado de trabalho e as expectativas lançadas sobre o papel do novo trabalhador.

Talvez a grande maioria da população mundial não esteja atenta para o fato de que, neste exato momento, estamos vivenciando uma verdadeira revolução no trabalho, sem precedentes, e que a globalização da economia tem sido o grande combustível a alimentar e acelerar todo esse complexo mecanismo. Os modos de produção taylorista e fordista vivem seus estertores. A imagem da fábrica cinzenta com seus operários executando tarefas repetitivas e alienantes, ao longo de uma esteira rolante, em uma linha de produção fatigante e massiva, cujo sucesso dependia em parte da velocidade de seus executores e do número de horas trabalhadas, começa a adquirir em nossas mentes e do número de horas trabalhadas, começa a adquirir em nossas mentes aquela tonalidade pastel com que, normalmente, costumamos tingir nossas lembranças mais remotas.

Vivemos uma era de transição de uma economia de produção para uma economia de serviços. Isso significa dizer que o número de trabalhadores intelectuais, que prestam serviços, vem superando, a cada momento, o número de trabalhadores do setor do setor industrial e agrícola. São estes os setores responsáveis pela mecanização, caracterizados pelo trabalho braçal de toda uma época da economia mundial, a qual designamos de sociedade industrial.

O trabalho mecânico vem sendo mais e mais substituído por aqueles maquinários tecnológicos e natimortos que aprendemos a chamar de robôs. Colocamos à parte as polêmicas suscitadas por seu advento e o desemprego que tem causado nesta fase de restruturação dos modos de produção, devemos chamar a atenção para o fato de que o homem começa agora a se libertar do trabalho sem significação, sem inspiração e amor que, caso assim não fosse, poderia ser executado por máquinas programadas.

Caminhamos a passos largos para uma sociedade onde observamos o crescimento sustentado de uma camada de trabalhadores, advinda principalmente de uma classe média bastante heterogênea, na qual encontramos artistas, produtores agrícolas não latifundiários, pequenos e médios empreendedores e, principalmente, intelectuais com capacitação técnica (advogados, médicos, economistas). Para essa camada, o poder reside no saber e não naquilo que possuem, pois o saber advém não apenas do ensino formal, mas também daquele que surge das superações das dificuldades enfrentadas no cotidiano, e que faz do homem simples um grande sábio.

Há quem chame esta nova etapa da economia mundial de “sociedade pós-industrial”. Uma era em que a maioria dos trabalhadores não terá mais que lidar com produtos materiais oriundos de sua produtividade, como ocorria no interior das grandes fábricas ou fazendas. O resultado final dessa nova forma de produzir é a informação e o conhecimento originados de ideias imateriais.

Os postos de trabalho, criados de agora em diante exigirão que as pessoas pensem, criem, se inspirem se emocionem, raciocinem, opinem, discordem, se apaixonem, detestem; enfim, que tenham um trabalho verdadeiramente humano, que só pode ser concebido pelos que possuem mentes e corações, cognições e sentimentos.

Tal trabalho não depende, necessariamente, do número de horas trabalhadas e, muito menos, do esforço físico empregado. Ele depende da inteligência, seja racional, emocional ou social, e da intuição, qualidade que, por mais que o homem tente, jamais conseguirá conceder a qualquer máquina. Esse trabalho não precisará de “mão-de-obra”, mas sim de mentes, corações e, também, de mãos talentosas, integradas em um ser humano completo e único, que, finalmente, poderá ver significação em seu trabalho e crescer com ele.

Dessa maneira, podemos antever que as pessoas criativas tenderão a ter papel mais expressivo e determinante no mercado de trabalho dos tempos pós-industriais.

Um exemplo de tal cenário já está em gestação no mercado nascente da internet. Empresas ligadas à grande rede, à implementação de projetos, criação e design de sites, jogos e softwares geralmente apresentam uma característica de informalidade em seu ambiente de trabalho. Vestimentas não tão formais, liberdade de locomoção, horários mais flexíveis e um ambiente que tente prover ao máximo o bem-estar e a sensação de “estar em casa” tem sido a tônica nessas empresas, mesmos após as recentes crises envolvendo a economia da internet, derivadas, principalmente, da tentativa de tornar a grande rede um espécie de shopping virtual, esquecendo-se da sua potencialidade como meio de comunicação, difusor de cultura, entretenimento e arte.

O ar puro, que começa a invadir o futuro mercado, envolverá sedutoramente, profissional das mais diversas áreas, ávidos por se sentirem valorizados e livres de pré-conceitos. Serão atraídos pelo espaço que terão para respirar, sonhar e criar.

Cabe, no entanto, lembrar aos “fiscais da natureza” e aos viajantes de plantão que não se trata de uma oficialização de suas desocupações. Estamos falando de criar, plantar e colher frutos e, para tanto, é necessário manter um sistemas de organização.

 

Extraído do livro 'MENTES INQUIETAS'
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Você pode não gostar do Facebook. Nem do Twitter. Pode até achar que pessoas que participam de redes sociais estão perdendo seu tempo. Na empresa, você pode ser da opinião que ainda não chegou o momento de entrar na mídia social. Na verdade, para você, mídia social é aquilo que desvia a atenção de seus funcionários do trabalho. Goste você ou não, o fato é que sua marca está lá! Ela está nas conversas de seu público. Está nas comunidades que a amam e que a odeiam. Nos tweets dos consumidores que tiveram boas e más experiências com sua marca. Nas informações trocadas por aqueles interessados em seu produto ou serviço nos blogs. Está até nas mensagens que seus funcionários trocam durante o trabalho. Segundo um recente estudo global realizado pela Fleishman Hillard Interactive, quando se trata de influenciar decisões de compra, a Internet é de longe o canal de mídia de maior influência. O mesmo estudo revelou que ela é fundamental no processo de decisão de compra de uma marca. Isto é verdade tanto no momento da pesquisa e aquisição de produtos e serviços como na procura por opiniões nas redes sociais. E o poder de influência que estas opiniões têm sobre os consumidores é incomparável! Hoje, com a abundância de ofertas parecidas, o consumidor confia mais na opinião de “amigos” das redes sociais do que nos próprios sites de informações das empresas ou em anúncios pagos. Está demonstrado: os usuários das mídias sociais gostam de falar sobre as marcas.

Uma pesquisa da “Performics”, braço de marketing do Grupo Publicis, revelou que 46% deles já recomendaram ou falaram sobre um produto ou uma marca no Facebook e 44% fizeram o mesmo no Twitter. Os analistas da pesquisa ficaram surpresos com números tão altos. O Brasil, por mais surpreendente que pareça, é o país com a maior porcentagem de usuários de mídia social do mundo! De acordo com a Nielsen, em dezembro de 2009, 67,5 milhões de brasileiros – 35% da população – tinham acesso à Internet. Destes brasileiros conectados, 38 milhões ficaram em média 71 horas por semana na Internet e 80% visitaram blogs ou redes sociais. As marcas têm oportunidades maiores do que parecem aproveitar. Os consumidores de hoje estão abertos a conversar com elas e querem participar de tudo, até da criação de produtos e serviços. Estão dispostos a ser procurados pelas marcas e querem relacionar-se com elas. Não concordam mais em ser meros ouvintes passivos de suas mensagens de mão única. Querem interatividade. E o que esperam das marcas estas pessoas ávidas por participação? Esperam conversas francas. Da mesma forma com que recrutam seus amigos para saberem o que combina com a última jaqueta que compraram, esperam das marcas a mesma resposta verdadeira e direta. Não querem comentários padrões típicos de vendedores, do tipo: “combina com qualquer coisa”. Desejam a mesma proximidade e sinceridade que seus amigos lhe oferecem. E, do mesmo modo que contam com seus melhores amigos, querem que a marca esteja lá quando precisarem dela. Gostariam de não se decepcionar com suas marcas favoritas. Através das redes sociais, desenvolvem relações consistentes com elas e esperam que entreguem o que prometem. Que façam contribuições reais para suas comunidades. E que sejam de verdade aquilo que aparentam ser. O que os consumidores esperam das marcas é autenticidade. Além disso, usuários de redes sociais estão acostumados com tempo real. Tudo já! Se o Google lhes dá uma resposta em milésimos de segundos, por que não as marcas? Os micro-blogueiros confiam em marcas que ouvem e respondem em tempo real.

Esperar por uma resposta para eles pode parecer uma eternidade! E querem respostas curtas e diretas. Nada de rodeios. Se a marca errou, quanto mais rápido admitir o erro, mais tranquila deixará a multidão de consumidores frustrados que usará seu direito de voz para se manifestar. Mas lembre-se: ações falam mais alto do que palavras!

Quando marcas são desafiadas elas precisam agir rapidamente. Por mais que os consumidores queiram ouvir das marcas, o que eles mais querem é ver uma ação efetiva que corrija prontamente o erro. Mesmo num momento problemático o público quer ser informado sobre como a marca está lidando com as consequências. Há um mês, uma famosa empresa americana, revendedora de marcas de luxo, fez uma promoção relâmpago: peças por U$1. UAU! Quem não quer uma bolsa Louis Vuitton por U$1? A promoção valeria a partir da meia noite do sábado seguinte. A procura foi tamanha que o site sofreu problemas técnicos e não conseguiu processar os pedidos poucas horas após o início da promoção. Rapidamente, iniciavam-se os tweets e posts, em blogs e no Facebook, de consumidoras furiosas. Passaram a noite acordadas e não conseguiram comprar suas peças na promoção! A marca não entregou a promessa. E porque não se dirigiu aos consumidores imediatamente, com transparência, a situação logo se tornou incontrolável. Avalanches de consumidores frustrados se manifestavam e se organizavam em comunidades. O que era para ser um presente da marca para seu público tornou-se um grande pesadelo para ambas as partes. Hoje, com a transparência que Internet oferece, a relação das marcas com seu público se comporta como um casamento exposto e escancarado – na saúde e na doença. Que tal, o que lhe parece agora? Seria ou não uma boa ideia você estar lá, pertinho de sua marca e de seu público?

Este artigo foi escrito por Berenice Ring –  Professora de cursos de MBA da FGV e Coordenadora do curso de “Branding: Construção e Gestão de Marcas” do FGV PEC, em SP

O surgimento de novas tecnologias e as inovações em mídias sociais tem alterado de forma definitiva o comportamento das pessoas, não apenas nos círculos sociais, como no ambiente corporativo. E os públicos usuários dessas mídias têm crescido de modo exponencial.

Para se ter uma ideia da dimensão do assunto**:

 

Atualmente, 96% das pessoas da chamada geração Y (nascidos após 1980) utilizam redes sociais;

Um em cada oito casais nos Estados Unidos se conheceu através de uma rede social;

A televisão levou 13 anos para atingir os 50 milhões de expectadores, enquanto que a rede social Facebook alcançou o dobro da marca, em número de usuários, em apenas nove meses, somando hoje mais de 400 milhões de usuários;

Caso fosse um país, o Facebook seria o 4º mais populoso do mundo e teria quase a população total da Europa.

“Neste contexto, é relevante o papel das redes sociais, que a cada dia estão mais inseridas na vida das pessoas, com utilização maciça e crescente, principalmente para fins pessoais”, diz Roberto Bajorinas, da RKBSys.

Roberto também afirma que, assim como gestores de TI controlam e-mails, do mesmo modo se apressaram em bloquear o acesso a todas as redes sociais. “Um trabalho incansável, já que a cada dia surgem novas redes sociais na Internet. E tudo com o pretexto de inibir uma eventual perda de produtividade dos trabalhadores, que dedicariam mais tempo a questões pessoais do que ao seu trabalho”.

Mas, segundo ele, a evolução das redes sociais convergiu para a utilização destas ferramentas também para fins profissionais, passando a ser um importante mecanismo de pesquisa e publicidade, sem deixar de lado o caráter de “finalidade pessoal” da rede social, o que hoje já faz com que a visão dos gestores de TI comece a mudar.

“A cada dia é mais comum ver empresas liberando o acesso às redes sociais, até porque pesquisas já revelam que empresas que permitem o uso de mídias sociais a seus empregados são, em média, 9% mais produtivas do que as que agem no sentido contrário”.

Porém, é importante ressaltar que esta nova mentalidade dos gestores de TI, e das diretorias das empresas, embora alinhada com os conceitos modernos de gestão, também envolvem certos cuidados.

“Há risco de vazamento de informações, e ainda o risco de a empresa ser responsabilizada por atitudes e condutas impróprias de seus empregados no uso das redes sociais”, diz Roberto, complementando que o acesso autorizado mal implementado cria uma porta escancarada para funcionários que, por si sós, já são problemas, e que acabam abusando dos direitos sem pensar nos deveres.

“Mas, para isso, basta um bom gerenciamento. Muitas empresas liberam esses sites, assim como liberam o uso do e-mail corporativo ao funcionário, uma vez que é na empresa que ele passa a maior parte do tempo. Mas essa ‘liberdade’ tem de ser vigiada para que não ocorram os abusos”, conclui Roberto.

** dados em “Social Networks vs. Management? Harness the Power of Social Media – Fresh Perspectives. Manpower Inc. New York, 2010”.

 

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Twitter X vender mais?

A resposta não caberia em um tuíte, mas o vice-presidente de comunicação do Twitter, Sean Garrett, é capaz de explicar.

Você se lembra da sigla TGIF? Então se recorda de que ela costumava significar Thanks God It’s Friday (graças a deus é sexta-feira), não? Pois é. Isso mudou – na verdade, acaba de mudar. De agora em diante, TGIF significa “Twitter, Google, iPhone e Facebook”. É um reflexo do impacto exercido pelas mídias sociais no cotidiano; às empresas cabe encontrar o caminho para converter esse impacto em favor dos negócios. Em um tweet: marketing digital é inevitável para os negócios; marketing digital é inevitável para os negócios da atualidade.

Após o lançamento do iPhone na Coréia do Sul, a exploração das mídias sócias se tornou imprescindível para o segmento de marketing coreano. Atentos para essa realidade, a filial do IDG daquele país vai realizar, em 1.ºde julho, a Digital Marketing Conference 2010. O vice-presidente de comunicação do Twitter, Sean Garrett, irá revelar de que maneira o microblog é usado por empresas na captura por fatias de mercado cada vez maiores.

Em entrevista ao IDG, Garrett diz que o Twitter é uma ferramenta poderosa na busca por consumidores e essa aplicabilidade não se resume à interface B2C (Business to Customer – de fornecedor para cliente), mas, inclusive, nas relações B2B (Business to Business – relação entre empresas).

IDG Coreia do Sul – Mesmo no atual momento, ainda existe um contingente enorme de pessoas que não faz ideia do que vem a ser o Twitter. Pode explicar?

Sean Garrett – O Twitter é uma rede de informações em tempo real abastecida por internautas e que permite às pessoas saber o que está acontecendo neste exato momento.

É uma ferramenta simples que pode ajudar muito na conexão entre empresas e um público altamente selecionado e em um ritmo ”em cima da hora”. Organizações de todos os tamanhos podem aderir ao Twitter e ficar conectados com os consumidores. É uma boa maneira de distribuir informações sobre a empresa, possibilita a realização de ações de inteligência de mercado e permite sentir o eco, o efeito das ações de maneira imediata. Construir relacionamento com clientes, com parceiros e com outras entidades interessadas na empresa. Via Twitter, os consumidores podem informar sobre a satisfação ou sobre a decepção que tiveram com um produto comprado ou com um serviço contratado.

IDG – Quantos usuários o Twitter tem hoje em dia? Existe uma maneira de aferir qualitativamente e quantitativamente o conteúdo em tempo real circulante na rede? Vocês dispõem de ferramentas para medir a qualidade do que circula?

SG – Atualmente o serviço tem 125 milhões de usuários registrados e o volume de tweets é de 65 milhões por dia. O controle de qualidade fica a cargo do usuário. É ele quem decide se vai ou não receber atualizações de determinado canal, ou não.

IDG – Profissionais de marketing estão acordando para o Twitter. Você pode citar alguns casos de uso bem sucedido dessa ferramenta?

SG – Existem, literalmente, milhares de exemplos do uso bem sucedido da ferramenta. Uma delas é a empresa aérea norte-americana Jet-Blue. Em meio a um cenário de recessão e de um padrão de relacionamento péssimo entre linhas aéreas e os clientes, a Jet-Blue conseguiu construir uma fortaleza de relacionamento e fortaleceu a marca de maneira absolutamente fabulosa. E o Twitter teve um papel fundamental nessa história. A Jet-Blue tem mais de um milhão de seguidores no Twitter e usa a plataforma para ouvir melhor os clientes, ao mesmo tempo em que potencializa campanhas tradicionais da marca e habilita os clientes a advogar em favor da empresa. O resultado disso é que a Jet-Blue é a empresa com maior volume de “moeda corrente social”, quando comparada a outra empresa norte-americana.

O Dell Outlet (ponta de estoque) é outro bom exemplo de uso do Twitter. A Dell Outlet é responsável por livrar-se de equipamento recondicionado e o seu papel é vender esse estoque com o máximo de velocidade possível. Como agilidade é o item mais importante para a empresa nessa hora, eles não têm tempo de contratar uma agência que desenvolva a campanha para cada lote de máquinas e equipamentos. No lugar disso, ela lança mão de outros recursos, como e-mail marketing, anúncios pagos, SEO e links patrocinados como formas de aumentar a evidência da marca e impulsionar as vendas. A Dell está constantemente à procura de meios inovadores para melhorar a visibilidade da marca.

A ponta de estoque realizou campanhas no Twitter, em que distribuía cupons promocionais na rede. Se tiveram sucesso? E como. As mensagens com os cupons eram retransmitidas em massa, anunciadas em site de descontos e ajudaram a introduzir a marca no dia-a-dia das pessoas. Certamente vários milhões de dólares na conta da Dell são atribuídos à campanha deles no Twitter.

Atualmente a Dell mantém mais de 80 contas no Twitter. Entre estas cito a @dellhomeoffers  – voltada para a venda de sistemas de diversas naturezas para o público da região da Ásia e do Pacífico. A adesão da empresa ao Twitter é grande. Eles encorajam os funcionários a usar o site e o canal de mensagens privadas (mensagens diretas) é largamente usado por departamentos diferentes da empresa.

IDG – A maioria das empresas aplica técnicas de marketing em ações B2C. Como você avalia o uso do Twitter em ações B2B?

SG – O jornal The New York Times recentemente escreveu sobre o sucesso do uso do Twitter pela empresa de telefonia Avaya. No artigo, o Times descreve como a Avaya usa o recurso de Feedback dos consumidores. Com base em um único Tweet, a empresa foi capaz de gerar um quarto de milhão de dólares em negócios.

IDG – Como as empresas e os clientes encaram os Tweets patrocinados? Poderia citar alguns resultados obtidos pelas empresas que investem nisso?

SG – Ainda estamos engatinhando no assunto de Tweets patrocinados e temos seis marcas usando o serviço. Mas alguns sinais de sucesso começam a aparecer. Entre esses eu posso citar a companhia aérea Virgin, que deu início a uma campanha e no dia em que estreou comercializaram o quinto maior volume em passagens da história da companhia.

IDG – Pelo que dizem, vocês têm outras ações em mente para tornar o negócio de Tweets patrocinados mais atraente aos olhos dos anunciantes. Que ferramentas são essas?

SG – Queremos implantar uma solução parecida com o Analytics (ferramenta de mensuração de tráfego na internet), verificação simplificada de contas e outras ferramentas poderosas para uso corporativo – mas, espere. Logo, logo vamos anunciar tudo.

IDG – Muitas pessoas criticam o modelo de negócios do Twitter. Como é? O que pretendem fazer para ganhar dinheiro?

SG – Olhe, o Tweet patrocinado é um passo em direção ao lucro, e estamos cuidando desse recurso com muita atenção. No momento, queremos expandir a base de usuários, crescer. Esse crescimento vai se dar com base na experiência que podemos oferecer aos usuários, experiência boa, que gere satisfação no uso do Twitter. Essa satisfação vai se transformar em lucro, não tenho dúvida disso.

Quem for utilizar o twitter apenas por diversão, seja porque ainda é jovem demais ou porque não almeja ascensão profissional, já tem motivos de sobra.

pode dar muita risada, encontrar vários links legais, conversar com o pessoal e com celebridades… etc etc etc. mas, quem tem foco em sua carreira (ou em sua empresa), às vezes não sabe direito como o twitter pode ser benéfico.

muito além de seguir os caras do cqc ou os blogs de humor, o twitter tem ajudado vítimas dos desastres naturais, fortalecido a democracia em eleições, gerado muito lucro para empresas, intermediado contratações, etc.

portanto, confira abaixo 12 razões para convencer de vez quem (ainda) está fora do twitter:

  1. construa uma rede de contatos da sua área que você nunca teve acesso ou nem mesmo conhecia, não apenas localmente, mas globalmente;
  2. compartilhe seu conhecimento e expertise com o mundo;
  3. descubra novas opiniões e pontos de vista de pessoas respeitadas;
  4. comece novos relacionamentos que possam trazer resultados no futuro;
  5. mantenha contato e aprimore o seu network que já existe;
  6. conquiste valor (brand equity) e respeito se engajando e distribuindo conteúdo de qualidade;
  7. conquiste valor (pessoal) como líder e especialista da sua área;
  8. descubra e acompanhe eventos interessantes, conhecendo a visão dos palestrantes e da audiência também;
  9. busque ajuda dos seus contatos , é surpreendente como as pessoas estão dispostas a ajudar;
  10. ouça, observe e aprenda. você não precisa contribuir o tempo todo, há muito aprendizado em apenas receber o conteúdo.
  11. esclareça suas dúvidas com os outros e ajude-os a esclarecer suas dúvidas também.
  12. lembre-se sempre que o twitter é uma via de mão dupla. narcisismo e auto promoção podem ser desastrosos para você.

(e se você tiver um chefe rabugento, que resiste à ideia, simplifique esta lista para ele, ok?)

Sete dicas para não cair em armadilhas nas redes sociais Viviane Macedo Em São Paulo A presença das redes sociais no dia a dia das pessoas já é uma realidade. Isso traz mais agilidade na busca de novas informações, além de uma infinidade de vantagens na comunicação e interação entre profissionais de toda parte do mundo e de diferentes segmentos. Mas não é só isso, da mesma forma com que elas podem ser grandes aliadas, podem também ser vilãs no ambiente corporativo. Temer o segundo caso e dar adeus às redes sociais seria um erro. A solução está longe de ser fugir delas ou temê-las, o melhor a fazer é aprender a usá-las a seu favor, de seu trabalho e de sua carreira. Para que isso aconteça de forma mais fácil e evitar erros comuns hoje, a consultora Claudia Monari, da Career Center – consultoria especializada em gestão estratégica de carreiras e recursos humanos, dá sete dicas de utilização das redes sociais:

1- Cuidado com o que escreve. A internet te expõe e qualquer coisa que você colocar pode criar uma falsa impressão a seu respeito. Lembre-se: na internet tudo é uma questão de interpretação.

2- Atente-se na publicação de fotos. Pense bem antes de publicar uma foto e cuide da privacidade deste conteúdo.

3- Não misture sua rede de amigos “da balada” com contatos profissionais, tente usar redes sociais distintas para fins específicos.

4- Cuidado com os grupos dos quais participa, eles dizem muito a respeito de seus valores.

5- O foco do trabalho é seu resultado. Cuidado com tempo demasiado utilizando as redes sociais, elas podem tirar sua atenção e diminuir sua produtividade.

6- Nunca coloque informações falsas a seu respeito, elas podem ser checadas e ficará muito feio para você caso isso aconteça.

7- Alguns sites têm abrangência e é natural ter pessoas desconhecidas entre seus contatos, mas não são todos. Na medida do possível, classifique como “amigo” apenas pessoas que você realmente conheça. “A internet é uma ferramenta poderosa. Assim como ela pode facilitar o seu trabalho e sua exposição, também pode destruir em segundos a sua imagem. Tudo o que escreve sobre você – seus gostos, interesses- passa um juízo de valor para quem está vendo e, por consequência, a maneira de interpretar de cada um pode ser um julgamento errado”, alerta Claudia.

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Dicas para você divulgar seu currículo na internet usando o Linkedin

Dúvidas sobre como elaborar um currículo adequado para aumentar as chances no mercado?


Veja as dicas do headhunter Marcelo Cuellar

O que fazer para acertar os passes no campo corporativo

 

1 Posso ou não marcar uma reunião durante um jogo?
Se for jogo do Brasil sob nenhuma hipótese, as pessoas não terão foco e ficarão se perguntando quem fez gol, quem está ganhando.

2 Vale combinar com o pessoal do setor de ver um jogo em algum lugar fora do escritório, como um barzinho?
Tudo depende da orientação da empresa e do esquema montado para os jogos. Se não tiver nenhum esquema e você estiver liberado, não há problemas. No caso de ter que voltar para o escritório depois do jogo, nada de bebidas alcoólicas. E outra coisa: seja comedido, nada de intimidades demais com os colegas de trabalho ou com seus chefes.

3 Não gosto de futebol, mas o pessoal do setor está fazendo um bolão. Participar ou não?

Você não precisa agradar a ninguém, mas lembre-se que é uma oportunidade para ampliar a sinergia e a integração com os colegas. Mas, se você não se sentir confortável recuse, educadamente a participação.

4 Em dia de jogo, vale vestir a camiseta do Brasil?
Se houver uma liberação da empresa, previamente combinado, tudo bem. Pode vestir o verde e amarelo, mas leve uma roupa extra para o caso de ter que trocar na última hora.

5 Ninguém combinou de assistir o jogo e sou fanático por futebol, nunca perdi uma Copa. Posso pedir para ter folga aquele dia?
Caso você nunca tenha perdido um único dia no trabalho, jamais tenha pedido para sair mais cedo, sempre foi o primeiro a se prontificar para fazer hora extra e ainda cumpre todas as metas da empresa pode sim fazer a sugestão ao seu chefe. Dificilmente uma empresa será insensível durante esse período. E é bem improvável, também, que os outros funcionários não se mobilizem para isso. Se nada disso acontecer, a solução é pedir folga nesse dia.

6 Odeio futebol, nunca assisti a uma só Copa, mas meus colegas de escritório já decoraram suas mesas, tem bandeirinhas por todos os lados e o chefe alugou um telão para os dias de jogo do Brasil. O que faço?
É importante entender que você faz parte de um time e que nesse momento será interessante se integrar e com isso valorizar sua imagem junto aos demais. Vale o sacrifício, custa aos colegas entenderem que alguém possa não torcer pelo Brasil. E outra: são só 90 minutos.

7 O que fazer quando a única opção é assistir aos jogos da copa com os colegas de trabalho que você não quer manter nenhuma relação (a não ser de trabalho)?
Flexibilidade é uma qualidade importante para crescer em uma carreira profissional. O relacionamento humano e a integração contam muito. Tente negociar para assistir em casa, caso não consiga fique na sua. Respire fundo e assista ao jogo, mas sem comentários polêmicos.

8 Vale assistir aos jogos pela TV do celular ou internet?
Tudo vale a pena desde que você encare de forma tranqüila. Fique atento para não levar advertência ou isso queimar seu filme. Sinta o ambiente, acima de tudo.

9 Sou uma pessoa nova no setor e ainda não conheço muito bem meu chefe e a equipe. Qual melhor atitude tomar: sugerir de sairmos para assistir aos jogos; continuar a trabalhar normalmente; se todos combinarem de ir, vou também?
A sugestão é se integrar ao grupo, trocar idéias. É um momento único para promover uma integração rápida e conhecer o lado pessoal dos novos colegas e do chefe. Não sugira nada, espere para ver o que acontece. Se te convidarem, pode ir. Não se esqueça que, mesmo durante um jogo, você está sendo avaliado por todos, então mantenha uma atitude de amizade, sem comentários nem brincadeiras comprometedoras.

10 A empresa onde trabalho mantém um quadro de funcionários muito jovem. Qual a melhor dica para manter a produtividade e um clima mais centrado, antes e depois dos jogos?
Observe o comportamento dos líderes da empresa. Pergunte como foi o esquema na Copa anterior. É normal que haja, nos 15 minutos antes e depois aos jogos, discussões de forma descontraída. Combine que comentários posteriores a este período não estão na regra durante a Copa, assim, todos produzirão mais e trarão foco à empresa.

11 Você está em outro país a trabalho e ninguém liga pra futebol, vale inventar uma dor de cabeça só pra ficar assistindo o jogo do Brasil na copa no quarto do hotel?
Vale a pena desde que isso não afete seus compromissos e sua agenda de trabalho. Deve ser pesado também o seu cargo e a sua imagem perante o grupo e perante a sua empresa. Não invente de forma alguma a dor de cabeça, ela se transformar em uma dor de cabeça real caso seu chefe descubra a mentirinha verde e amarela. É melhor, com muito tato, convencer o chefe de liberá-lo na hora do jogo.

12 Posso propor a diretoria uma pausa para vermos aos jogos ou é melhor esperar manifestação de nossos superiores?
As lideranças da empresa devem planejar, com antecedência, o esquema de trabalho para os dias de jogos. Se isso não acontecer, o melhor canal é o de RH ou departamento pessoal.
13 Na copa, vale comemorar os gols do Brasil enlouquecidamente junto ao chefe ou é melhor manter a postura corporativa? Pega mal xingar alto no meio da partida?
Preste atenção: você continua no ambiente corporativo, mesmo sendo Copa do Mundo, e existe uma etiqueta a ser seguida. Em algumas empresas há maior liberdade e o ambiente pode ser descontraído, daí você tem que sentir até onde pode ir. Manter a compostura é fundamental na Copa ou em qualquer evento da empresa.
14 Se meu chefe for Argentino, por exemplo, posso tirar o sarro da cara dele quando a Argentina perder algum jogo?
Não! Respeito, ética e medo são fundamentais para garantir seu emprego com o Brasil campeão ou não. Rivalidades e gozações só com amigos bem íntimos e bem longe do ambiente corporativo.